Mostrando postagens com marcador Arte de contar histórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte de contar histórias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Viver como as Flores


Certo dia, o aprendiz de um sábio, incomodado pelas agruras da vida, e não compreendido pelas pessoas ao redor, indagou com angústia no coração:
- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores! advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem na terra adubada com esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo mal-cheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche a brancura e a pureza de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. se não São seus, não há razão para aborrecimento.

Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores!



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Boas Maneiras


A cansada ex-professora se aproximou do balção do supermercado. Sua perna esquerda doía e ela esperava ter tomado os comprimidos do dia: para pressão alta, tonteira e um grande número de outras enfermidades.
"Graças a Deus eu me aposentei há vários anos" - ela prensou. "Não tenho energia para ensinar hoje em dia."
Imediatamente antes de se formar a fila para o balção, ela viu um rapaz com quatro crianças a esposa, ou namorada, grávida. A professora não pode deixar de notar a tatuagem em seu pescoço.
"Ele esteve preso" - pensou.
Continuou a observá-lo. Sua camiseta branca, cabelo raspado e calças largas lavaram-a conjecturar:
"Ele é membro de uma gangue."
A professora tentou deixar o homem passar na sua frente.
- Você pode ir primeiro - ofereceu.
- Não, a senhora primeiro - ele insistiu.
- Não, você está com mais gente - disse a professora. 
- Devemos respeitar os mais velhos - defendeu-se o homem.
E, com isto, fez um gesto largo indicado o caminho para a mulher.
Um breve sorriso adejou em seus lábios enquanto ela mancou na frente dele. A professora que existia dentro dela não pode desperdiçar o momento e, virando-se para ele, perguntou:
- Quem lhe ensinou boas maneiras?
- A senhora, Sra. Simpson, na terceira série.

Fonte: CANFIELD, Jack. Histórias de aquecer o coração. Rio de Janeiro: Sextante, 2001.

sábado, 26 de maio de 2012

Renascer


Ao chegar o inverno um homem precisava de lenha, por isso procurou uma arvore seca e a cortou, deixando apenas um pedaço de madeira murcho. Mas em seguida, na primavera, comprovou surpreendido que nesse tronco murcho tinham crescido brotos novos.
Então disse ao seu filho:, 
- Eu tinha certeza de que esta arvore estava morta. Havia perdido todas as folhas no inverno. Fazia tanto frio, que os galhos se quebravam e caiam como se não restasse nada do velho tronco, nem uma lasca da vida. No entanto, agora percebo que ainda havia seiva nesse tronco.
E dirigindo-se ao jovem, advertiu-lhe:
- Jamais corte uma arvore no inverno. Filho, eu lhe aconselho que se você está triste,se correm tempos adversos ou se você está passando por dificuldades, é melhor não tomar decisões apressadamente. Espere! Seja paciente. Depois do frio e da tempestade, sempre chaga a primavera.




domingo, 11 de março de 2012

HOMENAGEM AOS BIBLIOTECÁRIOS




Comemora-se (desde 1958) no Brasil, no dia 12 de Março, o Dia do Bibliotecário.
Esta da homenegeia Manuel Bastos Tigre, que nasceu nesse dia, em 1882. Era engenheiro, jornalista, poeta, compositor, teatrólogo, humorista, publicitário, etc.. Em 1915, aos 33 anos de idade, deixou de exercer engenharia e passou a devotar a sua vida em completo aos livros e à Biblioteconomia Trabalhou desde então no Museu Nacional, na Biblioteca da Associação Brasileira de Imprensa, na Biblioteca Nacional (1945-47) e de seguida mais de 20 anos na Biblioteca Central da Universidade do Brasil, onde exerceu o cargo de 1º Diretor. Faleceu em 2 de Agosto de 1957, aos 75 anos.
Manuel Bastos Tigre exerceu a profissão de Bibliotecário durante cerca de 40 anos, sendo considerado o primeiro Bibliotecário por concurso, no Brasil. Ao longo da sua vida foi granjeado com importantes prémios, entre os quais o prémio “Paula Brito” ou prémio Gutenberg.

sábado, 22 de outubro de 2011

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS:
ESTRATÉGIA PARA FORMAÇÃO DE LEITORES
por:
Rita de Cássia Milléo Mainardes

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ME CONTA UMA HISTÓRIA 1

Por: Delly Danitza Lozano Carvalho
“É no momento em que o sujeito está o mais centrado em si que ele menos se conhece; e é na medida em que se descobre a si mesmo que o sujeito se situa num universo e constitui este em razão desta descoberta. Em outros termos, egocentrismo significa ao mesmo tempo ausência de consciência de si e ausência de objetividade, enquanto a tomada de consciência do objeto e inseparável da tomada de consciência de si.”
LA TAILLE, 1994.
Quando se fala de moral, muitas vezes lembramos das reflexões filosóficas que promovem análises intelectuais, por vezes polêmicas sobre as ações do ser humano, que tem como objetivo final construir uma consciência moral.
Como costumo dizer aos meus alunos, se os processos reflexivos e os estímulos externos dessem conta das mudanças no ser humano, muitas reflexões, discussões e informações que correm na mídia, na sociedade e outros, seriam suficientes para uma formação moral do indivíduo.  Devo destacar aqui que não estou questionando a importância destas discussões, porém destaco que só elas não dão conta da formação moral.
Em todos os grupos (diversas faixas etárias e sociais) precisamos de meios que nos permitam reflexões coletivas e reflexões individuais, que nos ajudem a adquirir uma consciência sobre nós mesmos, que é uma etapa importante para o crescimento e desenvolvimento moral. Só esta consciência permitirá a consciência da objetividade, da possibilidade da consciência do coletivo, do ver no outro a dor e alegria que poderia ver e sentir em mim.
Os instrumentos que têm sido utilizados cada vez com maior frequência são o ‘Contar Histórias’ e ‘Trabalhar com Imagens’, objetivando promover o processo reflexivo interno.
- Contar Histórias? Perguntou-me uma aluna numa certa ocasião em que conversava sobre o assunto, com um grupo no fim de uma aula.
- É isso mesmo, contar histórias, contos e outros.
Esta mesma surpresa vi estampada no rosto de alguns pais, quando exploramos as possibilidade de permitir que os próprios filhos reflitam sobre os assuntos complexos e polêmicos do âmbito familiar, através de histórias contadas por eles mesmos.
Bem, pensemos um pouco o que acontece quando nós nos acomodamos confortavelmente diante de um sofá e lemos, ouvimos ou assistimos uma história bem contada. Percebamos como aos poucos cada um vai entrando na história e apropriando-se das personagens de modo a sentir empatia, raiva, solidariedade, comiseração, entre outros sentimentos que nos identificam com alguma ação que este personagem esteja realizando ou sofrendo passando.
Este processo de identificação, mesmo que pequeno, é o que nos faz chorar e rir, torcer contra ou a favor dos acontecimentos da história. Ou você nunca se pegou falando com um personagem, incentivando-o, recriminando-o, tentando que se atente a realidade dos fatos... enfim, interagimos, mesmo que seja só em pensamento  com um, uns ou alguns dos personagens.
O fato de poder interagir com estes personagens, faz com que no mundo da ficção possamos lidar com possibilidades que no nosso universo real não viveríamos, ou por realmente não sermos expostos a este tipo de ações , ou por negarmos a possibilidade de lidarmos com as mesmas. De qualquer forma, no universo do imaginário, podemos arriscar pensar, lidar e dar possíveis soluções a situações simuladas. Dependendo como for conduzido este instrumento do imaginário, podemos passar a compreender melhor a nós mesmos, nossos sentimentos, nossas angústias e as nossas satisfações e assim provocar um processo reflexivo, mesmo que embrionário do como seria nosso comportamento em tal ou qual situação, elaborando respostas diante das possibilidades num ranking de “valores”, passando a organizar e reorganizar os nossos valores diante diversas situações.